terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A viabilidade de sonhos e metas


Ano novo começou e eu fiquei vendo de longe pessoas falarem em planos, reprogramação e vida nova. Fiquei só olhando, curiosa e um pouquinho cética; há muito eu não era dessas pessoas que fazem balanço do ano que passou, que ficam refletindo e fazendo planos, pelo menos não na virada - para mim, todo dia é dia de recomeçar. Tenho 24 horas para mudar minha vida e, ao final do dia, o cronômetro zera - e, no dia seguinte, lá vamos nós de novo.

Só que aí comecei a refletir sobre quanta coisa havia mudado em minha vida. E que eu já tinha bagagem suficiente para refletir sobre planos a longo prazo. E maturidade para podar os ramos desnecessários que ofuscassem a minha visão do mundo. Percebi que eu já tenho cabeça para simplificar as coisas. Para construir planos que funcionam, que têm viabilidade.

Janeiro começou e me bateu uma descarga energética - e me pus a fazer todas aquelas perguntas existencialistas de sempre: o que espero da vida, para quando espero e como posso chegar lá. O que, quando e como.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Sobre ser sem sal...


Estava vendo um tópico muito interessante no Buzzfeed: "O que aconteceu quando eu fiz tudo o que uma página popular do Pinterest mandava".

É sobre uma moça que curte o Pinterest, que sempre o defendeu de rótulos negativos - e que resolveu inserir dicas populares do Pinterest em sua vida por uma semana para ver como se saía, para ver se a página era realmente digna de sua defesa ou dos rótulos negativos que recebia. Ela soa como a mais normal dentre as mortais e enfatiza que seu tempo livre não é muito, já que trabalha em tempo integral. Pelo título da matéria, a gente já vê que muita coisa não saiu tão perfeita quanto as dicas do Pinterest prometeram, mas houve bons (e raros) resultados. Ou seja: 90% do que ela tentou fazer deu errado, mas alguma coisa foi, para a moça, uma descoberta interessante e útil para a vida.


Para quem ainda não sabe, o Pinterest é basicamente um site de imagens fofas que você curte e compartilha. Nele, é tudo muito poliana, parece uma espécie de Wonderland. E algumas postagens são imagens cúti-cúti com dicas para o dia-a-dia, listadas em passos e com promessas de simplificar nossa vida ou de nos inspirar.

Achei muito legal o relato dessa moça, a Rachel Miller, e, como de praxe, fui ver os comentários no Buzzfeed sobre o post. Alguns acharam bacana a iniciativa, o esforço em demonstrar (e não só em teorizar) como não dá para levar a sério o mundo das imagens perfeitas de páginas de internet, enquanto o outro lado achou a coisa toda boba, já que a moça teria tentado pela primeira vez fazer coisas com uma perfeição que só se obtém com mais tentativas, com mais empenho. Basicamente, ela teria banalizado algo que só se consegue com esforço.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vício musical




Já falei que tem aquela música que, por acaso, você encontra e ela simplesmente encaixa. Aquela música que, com a freqüência de suas notas se propagando no ar, abre portais e te leva para tempos longínquos...

Eu sempre escuto até cansar essas músicas, mas desta vez estou indo por doses homeopáticas. A Gabi Barbosa, dona de um dos meus blogs preferidos - o Teoria Criativa -, elogiou bastante a dupla First Aid Kit, mas eu nem me identifiquei muito com nenhuma música que ela postou, o que é normal. Mas gostei do estilo, insisti e procurei outras músicas dessa dupla no youtube.



Essas meninas são duas irmãs de origem sueca que resgatam com seu trabalho a influência escandinava e produzem um estilo country com uma forte presença folk. Na realidade, acho que esses rótulos não ajudam em nada, por mais que eu tenha uma noção do que significa cada uma dessas classificações - só ouvindo mesmo para entender. Ouvindo e sentindo.

Eu tô numa época de preferir vocais femininos, o que não é comum. Sempre optei pelos masculinos... ou pelos andróginos. Tenho ouvido bastante Florence, Faun, Altan, Amanda Palmer... e agora First Aid Kit.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

11 coisas para fazer sem facebook! #2

É, eu sei. Acho que passei os últimos dias fazendo parte dessa lista. E até que tenho ido melhor do que pensei, viu? :D

Então, mais um pouco, para inspirar: mais 11 coisas para fazer antes de entrar no facebook.

12. Refletir.


Talvez não seja um bom item para quem pensa muito antes de agir, mas ainda é válido - porque não envolve mais reincidir em padrões de comportamento já viciados e fadados ao erro, mas buscar enumerar esses padrões e refletir sobre eles. Refletir. Refletir sem buscar aprovação, sem necessariamente sair falando para todo o mundo ver. Refletir como um processo interno que se auto-satisfaz. Refletir, não buscar aceitação. Aceitar essa solidão.

Em casa.

No ônibus.

No intervalo.

Em vez de buscar vertiginosamente o contato pelo whatsapp e ter essa meganecessidade de falar com alguém (olá, Admirável Mundo Novo!), parar um pouco e pensar. Sem o desespero da solidão. É saudável. É quando se cria, é quando se constrói estratégias de mudança.