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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sobre gatos e livros...

Teoria:

Evidências:

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Halloween: heranças




E aqui o post para o Halloween; não posso deixar de fazê-lo, já que é uma de minhas celebrações preferidas do ano, conhecida também como Dia das Bruxas entre os filhotes da língua lusitana.

Na realidade, eu diria que ele é o meu preferido, até o único de que eu realmente gosto. Até porque deixei bem claro aqui que não curto muito o Natal, por exemplo. Mas, como filhotinha dos celtas por opção, vou compartilhar com vocês um pouco dessa festividade singular cujo significado me causou arrepios.
Essa data é de origem celta, mais precisamente do Samhain, um festival em que se comemorava a passagem do ano e início de uma de suas duas estações - o inverno, o fim da colheita -, sendo a outra comemoração tão famosa quanto o festival de Beltane, o início do verão - a fogueira do deus Belenos.

Aqui há uma certa dúvida em torno do significado do Samhain; alguns dizem que era a época em que os grupos conquistados pagavam tributo, mas a história mais disseminada é a de que, durante o Samhain, o véu que separava os mundos tornava-se mais estreito, e então os espíritos visitavam seus familiares em suas casas, onde poderiam se alimentar e se aquecer e ainda conduzir os familiares ao paraíso, um lugar sem sofrimento. Porém, alguns espíritos hostis também poderiam atravessar o véu, por isso a tradição de se usar figuras humanóides próximo às casas e ao gado - para afugentá-los.


É dito também que o fé-fiada, o nevoeiro mágico que tornava diversas criaturas invisíveis ao olho humano, dissipava-se nessa época, de modo que seres fantásticos como elfos, por exemplo, tornavam-se visíveis, e o "Sidhe deixava antever o outro mundo". Sidhe é um termo cheio de controvérsias que, a princípio, designava regiões de montes que abrigavam espíritos primevos da natureza como fadas e elfos para a cultura de povos irlandeses e escoceses, mas passou a ser adotado também como uma referência a esses seres. Eles são descritos como belos e "bons vizinhos", porém dotados de uma fúria que é preciso aplacar. A delicadeza da cultura celta é interessante porque coloca o Outro Mundo sidhe como próximo do nosso durante crepúsculos e auroras, e principalmente durante o Samhain. Quando falamos em Sidhe, podemos também falar no meu querido pilriteiro, que era uma de suas opções se morada - existe uma aura mística ao redor dessas árvores, muito encontradas em orlas de bosques e florestas. Outra opção de residência deles é o círculo de fadas, inclusive utilizado por Neil Gaiman em O Oceano no Fim do Caminho.


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dos vãos empoeirados da memória...

"Vãos empoeirados da memória"... li essa expressão há alguns anos numa versão infantil da história de Arthur chamada "O Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda", da Companhia das Letrinhas. É uma expressão universal, não acham?

Ela realmente traduz o que sentimos quando uma lembrança muito antiga reaparece. Pois bem, por falar nessas lembranças empilhadinhas em vãos obscuros e empoeirados do labirinto da mente, eu mantive na memória um poema por doze aninhos, que decorei sabe-se lá por quê. Devo ter achado importante.

É um soneto de Shakespeare.


Pobre alma, centro de meu barro pecador,
A suas forças rebeldes, presas e atribuladas,
Por que aí dentro tu definhas em langor,
Pintando tão caro tua vistosa fachada?
Por que, em tão curto aluguel, tanto dinheiro,
Gastas com esta sua decrépita mansão,
Se o verme, de todos esses luxos herdeiro,
Vai devorá-lo? É o fim de teu corpo, não?
Das perdas de teu servo, ó alma, vive agora,
E deixa-o definhar para aumentar tua fortuna,
Compra a eternidade vendendo horas de escória,
Por dentro alimentada, por fora à penetra:
Se te nutres da morte que traga os mortais,
Morte à morte, ninguém morrerá jamais.


A bela epifania de uma poesia está, muitas vezes, na emoção que sua entonação representa. Então deixemos que essa emoção vagueie pela memória, encontrando nela sua razão. :)

terça-feira, 29 de julho de 2014

O guardião do limbo



Havia essa pessoa, tão velha quanto a própria consciência, que tinha apenas um objetivo em sua longa vida: guardar algo cuja imensidão ele mesmo desconhecia.

Sua rede era feita de fios trançados, amaciados com linho e seda, e seu entretenimento consistia em investigar livros incompletos de palavras aleatórias que formavam histórias sem fim. Cada livro continha dúzias de histórias, e cabia a ele descobri-las, uma a uma e, por vezes, entretinha-se costurando as histórias já descobertas para decifrar um eventual padrão que as unisse em uma única narrativa.

Esgueirava-se agilmente por sua rede com certa freqüência, firmando os arreios que a prendia firmemente a galhos de procedência desconhecida; alguns bonitos e vistosos, como se pertencessem a sábias árvores centenárias, porém outros eram tristes e doentios como escarpas de penhascos úmidos e obscuros. Ele não via a origem desses galhos que forneciam o apoio de sua morada, mas sabia que eram firmes, pois há muito se encontrava ali, cumprindo sua função de guardião.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Reforma no Blog: tênis da Sandy e into the maionese



O "Caóticos" vivenciou algumas mudanças nos últimos dois dias, conforme havia mencionado que faria. Eu andava meio inquieta, insatisfeita com a antiga aparência do blog.

Não estou totalmente satisfeita ainda, mas agora talvez mais aliviada dessa minha inquietação geminiana. Estava há séculos pensando em mudar o lúdico azul & rosa para um aconchegante marrom.

Eu havia feito aleatoriamente um tile em rosa e azul enquanto brincava no photoshop; eram minhas duas cores preferidas da infância. Lembro que a Sandy lançou em 2003 um tênis com cheiro de morango (ou tutti-frutti, um desses negócios de fruta cheirosinhos); era azul e rosa e, por acaso, eu acabei comprando. Por acaso, mesmo, porque nunca curti a Sandy, mas meu irmão e eu fomos comprar tênis alguns dias depois - aquela época de colégio em que tudo o que você usava era tênis e, portanto, a sola gastava fácil -, então a vendedora me mostrou o tal "tênis da Sandy" por causa do sucesso que fazia; gostei e levei.

domingo, 22 de junho de 2014

Entre a leviandade e a beleza fluida...


Queria ter nascido em Andaluzia. Não pelo mármore e nem pelas praias. Nem mesmo pelas Cordilheiras Béticas ou pela história. Apenas porque, se alguém perguntasse:
- De onde você é?
Eu responderia:
- Sou andaluz.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Entre o morto-vivo e a fênix...


Talvez aquilo de que eu sinta mais falta na infância seja o modo como o mundo se descortinava diante de meus olhos, e como eu apreendia cada novidade que então desabrochava. Quando vasculho silenciosamente à procura dessas novidades, tentando apreendê-las como quando criança, sinto como se revirasse uma coisa morta e eu fosse um necromante a ressuscitá-la - nunca da mesma forma, nunca com a mesma perfeição.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Muchness


Geminianices.


Olá, blog.

Como estou com pressa e cheia de tarefas para concluir nessa vida brasileira pré-Copa, resolvi passar e deixar apenas uma lufada de mudanças por enquanto.

Não pense que te esqueci. Tampouco me esqueci.

Mas preciso me concentrar.
Estou cheia de posts para concluir. Houve uma época em que eu não sabia sobre o que escrever, mas agora sei até demais.

Mas sou prolixa demais e vivo à espera da palavra certa. Eu reescrevo qualquer coisa três vezes até encontrar a frase certa. A palavra certa.

A expressão correta.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Gosto se discute?

Arte: Tatsu Subaru.


Tudo começou com meu post musical abaixo; este seria parte dele, mas ia ficar desnecessariamente grande, e estou sempre na luta eterna por encurtamento de posts. Daí resolvi dividir em duas postagens.

Bem, descobri, por meio de um sábio amigo, que, quando meus ouvidos ficam invictos a músicas desagradáveis, as que grudam acabam sendo as boas!

Sim, eu sou chata com música ruim. E o que é música ruim? Música que me desagrada. Fim.

Na realidade, meu ponto de vista é um pouco mais complexo. Eu questiono seriamente nossos gostos, nossas preferências, ao contrário da famosa frase "gosto não se discute". Porque tenho o péssimo hábito de questionar todo e qualquer senso comum.

Muitas pessoas possuem uma estranha mania de tornar verdade absoluta sentenças quase aleatórias e, a partir de uma quantidade de likes culturais, aquilo passa a ser uma verdade absoluta.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Top Caos: Rápidas da semana


Antes que eu me perca falando no hiatus do blog...
Antes que termine o dia...
Antes que o mundo possa eclodir em um apocalipse zumbi...
Antes que eu me perca em minha vontade de comer panquecas.



Entre o Caos e a Compulsão, as RÁPIDAS DA SEMANA!!!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Psiconuts



Sim, as aulas voltaram, e hoje eu tive um daqueles dias longos de aula, embora ainda estejamos no comecinho do semestre. Comecei a estudar as disciplinas introdutórias a áreas da psicologia como Psicanálise, Psicologia do Desenvolvimento, Análise do Comportamento, Psicologia Social...

A psicologia não é uma só: são várias psicologias. Cada qual com sua contribuição, com seu enfoque, sabem, com seu objeto de estudo, sua base gigantesca - e todas as ciências psicológicas se complementam. E todas possuem seu fã-clube.

Numa classe sempre tem:

  • O behaviorista radical louquinho para refutar a psicanálise e dizer que está ultrapassada;
  • O psicanalista louquinho para aceitar a peleja com o behaviorista e investigar a relação do amiguinho com os respectivos pais;
  • O neuropsicólogo modernoso que acha que só neuropsicologia é ciência e que o resto não é válido;
  • O junguiano (embora Jung não quisesse discípulos) distraído e sabichão, fora dessas rodinhas;
  • O transpessoal acendendo incenso, praticando yoga e convidando todo o mundo para meditar e ficar zen;
  • O cognitivo-comportamental analisando a sala toda como se ela fosse seu laboratório particular de pesquisa por trás de seus óculos de armação quadrada;
  • O sócio-histórico que passa a graduação engajado em defesa de minorias e lutas de classe, achando que está no curso de Ciências Sociais (Tá certo que essa área não é exclusivamente da psicologia,  mas no Brasil é).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O presente do indicativo


Vivemos no presente, uma linha tênue não quantificável que separa os fatos passados do futuro incerto. O que é o presente? Talvez um segundo seja a primeira representação para a qual recorremos, mas por que razão?

O que é um segundo se não for aquilo que parece se esvair em nossas mãos quando tentamos reter, como a água em seu estado líquido?

O que é um segundo para seres vivos que vivem apenas 12 horas?

O que é um segundo para reações químicas, que são tantas?

O que é um segundo para o planeta Terra, que conta bilhões de anos?

O presente é apenas o agora. Mas qual “agora”?

Não podemos contá-lo – apenas vivê-lo. Podemos chamar tudo o que passou de passado ou pretérito, e nomear o desconhecido como futuro e, quanto fazemos isso, permanecemos em um presente que não quantificamos.

Então, por que padecer das mazelas de viver fora de nosso tempo?

domingo, 5 de janeiro de 2014

Amor de chuva!



Quando o céu escurece e adquire aquele tom acinzentado bastante peculiar, anunciando chuva, meu coração pára e eu inspiro profunda e atentamente, à procura daquele "cheiro" de umidade. Eu aguardo, calmamente, aquele ruído e aquele cheiro acolhedores da natureza, que vem limpando tudo.

É como um chamado ancestral que vem para renovar as esperanças. Sinto como se ela me limpasse, mesmo eu estando completamente seca e a salvo, sob um teto, assistindo a seu espetáculo.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Sobre entrar em 2014 de cara nova

Primeira postagem de 2014!

Após uma ajuda de proporções gigantescas do namorado que envolveu discussões a respeito de religiões africanas e celtas, assobios inconscientes no ritmo de Patience e um duelo intergaláctico com um dragão mal-humorado e pão-duro, o blog está de cara nova!

Um de meus projetos para o ano é aprender a desenhar no computador, especialmente no Flash, por isso estou me desafiando a fazê-lo com freqüência. E por isso ilustrei o cabeçalho do Caóticos & Compulsivos - sim, são meus amadores traços que encabeçam este blog! E pretendo fazer bem mais!

Como um pontapé inicial nesse ano de 20134 que não promete nada porque não gosta de estabelecer compromissos com essa humanidade carente, vou colar aqui meu primeiro desenho em flash, feito há alguns meses, e continuarei postando os possíveis avanços e os lamentáveis retrocessos:

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Entre Caos, Compulsão e Reformas



Um hiatus de grandeza considerável e escalar passou por aqui, e decidi quebrá-lo visitando o blog para explicar sua razão!

Nos últimos dois meses passei por algumas mudanças e meu tempo ficou meio apertado, e agora que as férias chegaram, estou aproveitando para colocar alguns projetos em prática - sobre os quais falarei nas próximas postagens. E estou bolando uma mudança no blog que está levando algum tempo, mas que logo será apresentada.

Passeando pelos blogs que sigo, deu um apertinho no coração ao ver que eu mesma não havia postado nada nos últimos dois meses! Havia feito um rascunho para o Halloween, outro para o aniversário do blog, mas não havia terminado a tempo para as respectivas datas, então ficarão para o ano que vem.

Mas tenho novidades e pretendo postar com ainda mais freqüência após a "reforma" que estou planejando para o blog. 

É, um ano se passou desde a criação deste blog... e 2013 está chegando ao fim e, junto com esse desfecho, milhares de desejos e de esperanças.

Mas eu sou uma geminiana com ascendente em Sagitário com muita interferência de Escorpião na personalidade. Eu não gosto de me apegar a datas, especialmente quando o assunto é bolar planos e criar expectativas em cima disso. Não, eu acordo todos os dias pensando nele como se fosse o último e entro naquele banho matinal de tirar a cama das costas pensando no que fazer para que seja um dia inesquecível. E quando o meu proveito diário chegar a contento e atingir minhas exigências do que eu penso ser o "aproveitar do dia", penso que ficarei muito satisfeita comigo mesma. Meu ano termina e começa todos os dias, então a virada não é bem uma novidade.

De resto, digo que 2013 foi um ano proveitoso. Foram muitas mudanças, descobertas e afazeres, e posso dizer que fiz muito. Foi um ano de caos e de construção.

E foi um ano muito feliz.

Eu espero continuar em 2014 construindo as bases que comecei em 2013, e não espero frutos por ora; até porque, para mim, o processo de construção já é a recompensa. :)

Um ótimo Ano Novo a todos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vida de escritor...



Quem escreve, sabe como é.

Conheço poucos escritores. Penso agora em três pessoas que conheço e que escrevem histórias. E mais duas que escrevem roteiros para jogos.

Eu estou numa luta para continuar a escrever, apesar dos pesares. Sabe aquela história de ter tanta coisa na cabeça, tanto para fazer no dia-a-dia, que não sobra tempo?

É claro que sobra tempo. Nós fazemos nosso próprio tempo, e após insistências de amigos muito queridos, argumentos para lá de convincentes e broncas vindas do meu alter-ego, decidi me disciplinar a escrever minhas histórias após um longo período de hiatus. Escrever é preciso.

É meu ofício.

Podemos ter vários ofícios, várias profissões. Eu não conseguiria ter apenas uma - gosto de fazer tanta coisa!

Mas escrever é preciso. É um combustível para o meu espirito, é materializar meus pensamentos.

Afinal, o que é ser escritor?