Para o final de semana não passar em branco, vamos para um Top Caos bem rápido sobre vivências relacionadas aos cinco sentidos clássicos, daqueles que você aprende no ensino fundamental: visão, audição, olfato, paladar e tato!
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
5 experiências para 5 sentidos
Para o final de semana não passar em branco, vamos para um Top Caos bem rápido sobre vivências relacionadas aos cinco sentidos clássicos, daqueles que você aprende no ensino fundamental: visão, audição, olfato, paladar e tato!
Aprecio tempos chuvosos, bebidas fumegantes, sonhos lúcidos, gatos malucos, lugares amenos, filosofias sinceras, livros gigantes e seriados entorpecedores. Escrevo no blog enquanto não termino de escrever um livro, mas pretendo continuar a escrever depois que o terminar também.
domingo, 10 de agosto de 2014
Quatro filmes bons para ver sozinho
O título parece meio egoísta, mas é verdade. Já repararam que tem coisa que é melhor fazer sozinho? E não falo de necessidades fisiológicas.
Uma vez, acho que comentei que separo músicas que escuto quando quero ficar sozinha e as que escuto quando quero abraçar o mundo - vivendo entre a introversão e a extroversão. A idéia com os filmes é a mesma. Normalmente, eu gosto de fazer muuuuita coisa acompanhada, coisas simples como ver TV, ficar no computador, na cozinha, ir a qualquer lugar, mas percebo que muita gente acaba fazendo disso uma obrigação. De repente, a idéia de ir ao cinema sozinho, a uma sorveteria ou mesmo um café desacompanhado soa quase alienígena, como se não houvesse uma forma de entretenimento que não fosse em companhia de alguém. De repente, você ficar no ônibus com seu fone de ouvido e um livro no colo - um convite perfeito à solidão - soa estranho e até mesmo antipático quando, na realidade, você só quer ouvir melhor seus pensamentos. A solidão, não a permanente - a momentânea - é vista como um erro circunstancial, um problema no servidor.
Estilo Admirável Mundo Novo, sabe?
Então acho que o post é mais um protesto a esse tipo de visão excessiva e forçadamente coletivista. A solidão é algo realmente horrível quando você de fato a vive, mas isso é porque existe uma solidão pioneira em você mesmo que o impede de olhar para o mundo; porém, quando você está em paz com os próprios pensamentos, tanto a solidão dos afazeres quanto a companhia constante soam como um paraíso indiscernível.
Há alguns filmes que eu vejo e que me lembram outras pessoas, e eu fico querendo ver com essas pessoas; há estilos de filmes que você precisa ver com alguém; e há aqueles que você pensa que dificilmente alguém vá querer ver até o fim com você.
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segunda-feira, 28 de julho de 2014
Os Novos Contos de Fada
Em 1959, os estúdios Disney lançaram “A Bela Adormecida” (Sleeping Beauty), uma versão contemporânea do conteúdo original de Charles Perrault, pai da literatura infantil, nascido no século XVII. Essa conhecida animação tem seu enredo resumido da seguinte forma na wikipédia:
“Em um reino distante, ao completar 16 anos, a princesa Aurora sofre uma terrível maldição da malvada bruxa Malévola ao espetar o dedo no fuso de uma roca. Ela cai em um sono profundo de 100 anos.
Mas as três fadas-madrinhas (Flora, Fauna e Primavera) descobrem uma forma de quebrar o feitiço: um beijo doce e verdadeiro de amor. Com Aurora adormecida, as fadas resolvem adormecer todo o reino. O príncipe Filipe, que é apaixonado por Aurora, munido de um escudo da virtude e da espada da verdade, combate e derrota Malévola e finalmente quebra o feitiço da princesa Aurora com um beijo de amor verdadeiro.”
Esses elementos predominaram nos contos de fada durante muito tempo, prevalecendo no nosso cotidiano. A luta entre o bem e o mal consiste em um maniqueísmo clássico de nossa cultura, exposta em contos de fada e em outros tipos de histórias narrados em filmes, peças teatrais, livros, programas de rádio, novelas televisivas – em qualquer mídia de entretenimento, enfim. A figura da pureza, no caso, reside na bela princesa Aurora, injustamente amaldiçoada, que partilha de um fardo sem culpa alguma; ela é ajudada constantemente de forma eficaz por três bondosas fadas-madrinhas. Malévola é a bruxa má, corrompida, que quer, sabe-se lá a que preço, a destruição da princesa, mas o amor verdadeiro será responsável por colocar os planos da fada malvada a perder, e esse amor verdadeiro é simbolizado pelo príncipe encantado – que derrota o mal com sua espada justiceira. De acordo com esse conceito, existe o bem, existe o mal tentando se sobrepor ao bem e existe o amor verdadeiro simbolizado na figura de um jovem casal, que vence o mal.
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domingo, 27 de julho de 2014
Compulsão do momento: filme "Penelope"
Nessa caravana do inglês a ser aprendido, venho caçando em plenas férias uns filmes legais para ver em meio a tantos seriados bacanas. Após Romancing The Stone e Trouble in Little China (clássicos que merecem post), achei, por acaso, Penelope, li a sinopse e vi despretensiosamente.
Ele tem sido a compulsão do momento. Calculo que o vi cerca de seis vezes em dez dias e, quando comecei a decorar as falas, senti que já podia largar um pouco.
Naturalmente, dedicarei este post a explicar por que o adorei.
Para começar, a protagonista é interpretada pela Christina Ricci, por isso pensei que fosse mais um daqueles filmes que ela protagonizou na adolescência, nos anos 90, sabem? Estilo Gasparzinho, Caçadoras de Aventuras, A Família Addams? Só depois vi que era relativamente recente, de 2007.
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sexta-feira, 11 de julho de 2014
Cloud Atlas e a espiritualidade #1
Eu fiz um post recomendando Cloud Atlas há mais de um ano - eu nem havia começado a faculdade! Como vi o filme pela terceira vez há mais de um mês, decidi que era hora de fazer uma análise um pouquinho mais pontual do filme e, desta vez, com spoilers.
Lançado há menos de dois anos por uma equipe de renome, Cloud Atlas (traduzido no Brasil para “A Viagem”) é um filme ousado. Longo, multifacetado, por vezes até confuso, ele coloca como objeto central as reencarnações.
“A Viagem” também foi o nome de uma novela exibida nos anos 90 pela Rede Globo, no Brasil. Ela também tratava sobre reencarnações à luz do espiritismo kardecista. Pela semelhança temática, achei curioso o longa ter o mesmo nome.
Eu não sei se foi a tradução mais adequada para o título do filme porque acho que a idéia não é bem essa – achei um pouco vago diante do que o longa representa. Existe uma diferença notável no modo como o tema reencarnação foi inserido – foi mais humano, menos divino. Por “humano” e “divino”, eu quero dizer que a novela teve uma grande influência do espiritismo kardecista, com o roteiro baseado em duas obras psicografadas pelo médium Chico Xavier (inclusive o conhecido “Nosso Lar”). Algumas cenas ocorrem no entre-vidas, tanto no Umbral quanto nas colônias. Ou seja, a novela extrapola o conceito existencial para o “divino”, para o desconhecido, para a vida após a morte, para a existência enquanto espírito puro.
Cloud Atlas não vai por essa linha, atendo-se às vivências materiais ao longo de séculos, sem se meter no que acontece após a morte. Seu foco é apenas a reencarnação, e o quão complexa ela pode ser, inserida nessa dança do mundo pelo tempo e espaço.
Estou abrindo uma série de posts para ressaltar aspectos que considerei importantes no filme, e, por isso, aviso que haverá spoilers.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Escritores da Liberdade (Freedom Writers)
Inspirado na obra The Freedom Writers Diaries, composta por relatos da professora Erin Gruwell e seus alunos, Escritores da Liberdade é um drama estadunidense de 2007. Sua história é real, e é linda.
Encontrei esse filme passando na televisão por acaso e não hesitei em ver. Não sei se eu estava muito emotiva naquela noite, mas chorei horrores.
Primeiro porque adoro a atuação da Hillary Swank. A intensidade com que ela transmite cada momento é um acréscimo à sua beleza nada convencional, compondo um cenário que vive entre a ficção e a realidade, em uma bela dança para quem quiser sair do lugar-comum.
Foi dirigido e escrito por Richard LaGravenese, e acho que ele gosta da srta. Swank, pois também foi diretor e roteirista de "PS: I Love You" - em que ela também foi protagonista.
Eu esperei um drama bem hollywoodiano, com altos e baixos, mas não foi bem o que aconteceu.
Basicamente, a professora Erin (amo esse nome!) é novata e começa a dar aula para um classe de estudantes considerada inferior pela direção da escola; é uma turma fruto de uma iniciativa governamental de incluir jovens problemáticos na educação. Tudo para dar errado, certo? Professores desmotivados, alunos desmotivados, falta de verba... todos aqueles problemas que quem trabalha na área conhece muito bem. Os alunos vivem em uma realidade mais problemática e violenta do que a sala de aula, de modo que a evasão é alta; os professores se sentem agredidos e desmotivados, e o auge dessa estagnação ocorre quando a coordenadora do curso, interpretada pela Umbridge Imelda Staunton, mostra como simplesmente não empresta livros bons do colégio para esses alunos porque, segundo ela, eles os estragam.
Como proceder?
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domingo, 11 de maio de 2014
Guerra Mundial Z: impressões
Eu não sei nem de que ano é esse filme, só que é relativamente recente (acréscimo: de 2013). Por acaso, eu vi ontem, afinal eu sabia que era sobre zumbis - e eu não resisto a filmes de zumbis, é claro -, e estou aqui para dar o meu depoimento.
Todo o mundo que curte história de zumbis, dia Z, apocalipse zumbi e surtos endêmicos de zumbis (!!!) já tem uma idéia do que esperar - além de zumbis, é claro.
Nesse caso, você poderia esperar um Brad Pitt - nunca achei ele muito bonito, mas excelente ator. E, naturalmente, ele desempenhou o papel de "supermocinho", o que tem tudo a ver com o ângulo da história. Esse filme, ao contrário de "Madrugada dos Mortos", de "The Walking Dead" e muitos outros do gênero não possui como foco a sobrevivência ao Dia Z - que a gente adora -, mas a idéia de ir lá e salvar o dia.
B.P. não é um mero sobrevivente; ele é uma espécie de Rambo do século XXI - humanizado, claro -, que era do exército, esteve na guerra da Libéria, em campos de refugiados, em todos esses lugares esquecidos pelos deuses pagãos e cristãos. Então, bom, aqui ele tem que colocar a si mesmo e a família em segurança. E, também, ajudar uma desesperada galera da ONU a encontrar uma possível forma de combater a epidemia, que se alastrou pelo mundo, tornando-se uma pandemia.
O argumento do filme, em minha opinião, é bem-estruturado. Tinha tudo para ser um cara overpower botando zumbis pra correr - o que seria péssimo -, mas não foi o que aconteceu. Você consegue sentir uma angústia de apocalipse e uma desesperança; o nível de imersão permite que, a determinada altura do filme, você se pergunte: "e agora? Qual é a solução?"
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Orgulho & Preconceito - 2005 e 1980
( ) Começo a ler os textos da faculdade para me manter em dia.
( ) Faço um calendário de trabalhos e provas.
( ) Vejo "Disgrace" para o trabalho de Psicanálise.
( ) Leio o que resta do livro do Desafio "Um Livro Por Semana".
( ) Escrevo minhas histórias.
( ) Vou para a Lua e volto.
(X) Eu me jogo no sofá e vou ver "Orgulho & Preconceito".
Sim, o que eu fiz no meu primeiro tempo livre desde o início das aulas foi justamente correr para o sofá e ver a versão de 2005 do filme. Hoje eu quis rever, mas acabei encontrando a dos anos 80, e estou bem no meio.
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sábado, 19 de outubro de 2013
Filme "Prince of Persia: The Sands of Time"
"... connected by an ancient calling that echoes through the ages."
"Diz-se que algumas vidas estão ligadas através dos tempos, conectadas por um antigo chamado que ecoa através dos tempos."
Esse é o início de um de meus filmes preferidos, e como eu o vi até decorar e gosto de cada parte, de cada fala, de cada cena, vou dedicar um post a ele.
É um daqueles filmes nossos, sabe? Você pode até recomendar, mas recomenda com um pé atrás, ciente de que é bem provável que a pessoa não goste dele tanto quanto você gosta - ou ainda, que talvez não entenda por que você gosta tanto dele.
Uma vez, um professor meu disse que não existe arte ruim; existe a arte para a qual você não está preparado. É assim que me sinto quando não gosto de algo "artístico": despreparada para admirar essa coisa.
Por outro lado, quando gosto profundamente, sinto como estivesse pronta para me identificar com o elemento artístico.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Filmes de Guy Ritchie
Bom, no último fim de semana eu vi "Snatch" com o namorado e os amigos. Na realidade, estávamos em dúvida sobre o que ver, então foi muito por acaso que nos deparamos com essa opção, sugerida por um amigo cinéfilo - aquele tipo de amigo que já viu todos os filmes do planeta Terra, e você não sabe se fica mais fácil escolher um filme porque ele pode sugerir ou mais difícil porque seria legal que todos assistissem a algo novo. O namorado e eu ficamos receosos em relação a Snatch, mas bastaram apenas DOIS minutos para concluirmos: o filme é ótimo.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Férias!
Improvisei uma lista de itens culturais que tenho acessado nas férias! Não são exatamente recomendações, mas são muito bons!
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domingo, 31 de março de 2013
Sobre o filme "Jogos Vorazes" (eu disse "filme")
Ontem eu assisti a um grande sucesso literário que pretendo ler e já teria comprado se não houvesse adquirido livros além da conta no último mês. Vamos administrar o bolso, vamos?
Falo da trilogia Jogos Vorazes. Eu vi o primeiro filme com o namorado e dois amigos, vi por acaso e gostei. Sabia que ia gostar porque os órfãos de Harry Potter têm migrado para essa série.
Para quem ainda não sabe, a história se trata de um mundo paralelo em que existem treze distritos. Doze, todos pobres e com produções específicas, rebelaram-se contra o décimo terceiro (rico, glamouroso e poderoso) há muito tempo; o décimo terceiro venceu a guerra e decretou, para deixar bem claro quem é que manda, que, todo ano, em cada distrito, um casal de jovens entre 12 e 16 anos fosse mandado para uma arena onde todos os vinte e quatro se matariam até sobrar apenas uma pessoa, o vencedor. Esse torneio é uma forma de entretenimento do distrito rico - uma espécie de Big Brother, só que as facadas são reais.
Os jovens são chamados de "Tributos".
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Sobre "Cloud Atlas"
Boa noite! Eu não queria postar antes de resolver umas pendengas na próxima semana, mas como inspiração não escolhe hora e fatos importantes também não, cá estou sacrificando um tempo sagrado para escrever sobre o filme que acabei de ver no cinema.
Fui com o namorado e a sogrinha, que aceitaram uma sugestão minha, apontada há meses por um amigo - e que eu andava aguardando desde então.
Meses.
Acho que não se arrependeram.
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domingo, 30 de dezembro de 2012
Sobre traduções ruins e "The Help"
Ontem eu assisti ao filme "The Help", traduzido medonhamente para "Histórias Cruzadas". Eu ainda gostaria de saber qual o processo cognitivo pelo qual os tradutores de títulos de filmes passam que os leva a criar expressões comuns e enfadonhas para os originais curtos e precisos. Deve ser uma cadeia sináptica com influências astrológicas particularmente bizarras para o indivíduo traduzir:
- Inception - A Origem
- Source Code - Contra o Tempo
- The Blind Side - Um Sonho Possível
- The Princess and the Marine - Amor Sem Fronteiras
- The Help - Histórias Cruzadas
Sinceramente, vamos pensar: quando você pensa num filme chamado "Inserção", o que isso te lembra? Quantos filmes poderiam ser confundidos com esse? A resposta: apenas um filme combina com esse título. Um filme que fala sobre... INSERÇÃO! O que exatamente é essa inserção não importa, porque a idéia é a palavra ser exótica e compreendida no contexto do filme. Se houvesse um filme chamado "Inserção", você não ficaria boiando enquanto tentaria lembrar qual, entre tantos enredos parecidos e com atores repetidos, seria esse filme.
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